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Quase toda a despesa inesperada de um condomínio começou pequena. A infiltração que obrigou a refazer um teto foi durante meses uma mancha que ninguém registou. A bomba que avariou em agosto vinha a fazer barulho desde a primavera.
Manutenção preventiva é olhar para o edifício com regularidade, encontrar essas coisas cedo e resolvê-las enquanto ainda são baratas.
Preventiva e corretiva não são a mesma coisa
A manutenção corretiva entra depois de a avaria acontecer. É necessária e vai sempre existir, porque há coisas que não avisam.
A manutenção preventiva é o trabalho calendarizado que existe para reduzir a corretiva: inspeções regulares, limpezas técnicas, substituição de peças de desgaste antes de falharem. Um condomínio que só faz corretiva paga sempre mais, porque a urgência não deixa negociar preço nem escolher quem faz.
Uma intervenção planeada permite pedir orçamentos, comparar e decidir em assembleia. Uma intervenção de emergência aceita-se pelo preço que aparecer.
O que deve entrar no plano
Varia com o edifício, mas há um núcleo que se aplica a quase todos os prédios de habitação:
- Cobertura e terraços, com atenção às caleiras e aos ralos antes da época de chuva
- Fachada, à procura de fissuras, reboco solto e infiltrações que começam nas juntas
- Rede de águas e de esgotos, incluindo bombas e caixas
- Quadros elétricos, iluminação das partes comuns e sistemas de emergência
- Elevadores, com a manutenção obrigatória e a inspeção periódica em dia
- Garagens, arrecadações e zonas técnicas, que são as mais esquecidas
- Espaços exteriores e jardins
Antes da chuva, não durante
No Algarve, o calendário conta. Coberturas, caleiras e juntas de fachada devem ser verificadas no fim do verão, antes das primeiras chuvas fortes. Fazer essa verificação em novembro, com o teto já a pingar, custa mais e resolve menos, porque a esta altura já toda a gente na região anda à procura do mesmo técnico.
O registo é metade do trabalho
Um edifício com histórico de intervenções escrito é um edifício que se gere. Sabe-se quando foi a última impermeabilização, que peça já foi substituída duas vezes e onde é que o problema tem tendência a voltar. Sem esse registo, cada administração nova começa do zero e o condomínio paga o diagnóstico outra vez.
É também o que sustenta uma discussão honesta em assembleia. Uma proposta de obra apoiada em inspeções registadas discute-se com factos, e não com a opinião de quem falou mais alto.
Quer uma proposta para o seu condomínio?
Diga-nos quantas frações tem o edifício e o que precisa. Respondemos com uma proposta à medida, sem compromisso.
