Saltar para o conteúdo
EvoGest Gestão de Condomínios
Mancha de humidade no teto de uma zona comum, com a tinta a começar a levantar.

Blog

Sinistros no condomínio: como agir e agilizar o processo com a seguradora

5 min de leitura

Uma infiltração que aparece no teto de um vizinho, um curto-circuito na iluminação da garagem, um cano que rebenta num fim de semana. Os sinistros de condomínio raramente são dramáticos. São chatos, envolvem várias frações e arrastam-se durante meses quando não são tratados como deve ser.

O que decide se o processo demora três semanas ou seis meses acontece quase sempre nas primeiras horas.

Primeiro, parar a origem

Antes de telefonar a quem quer que seja, corta-se a origem do dano: fecha-se a água, desliga-se o quadro parcial, isola-se a zona. Um sinistro que continua a produzir estragos enquanto se espera pelo perito passa a ser dois problemas em vez de um, e a seguradora pode questionar a parte que se agravou por falta de diligência.

Depois, registar

A prova junta-se no momento, não depois de a parede secar. Vale a pena ser exagerado aqui:

  • Fotografias e vídeo da origem e de todos os danos, com data
  • Fotografias amplas que mostrem onde no edifício aquilo aconteceu, e não só o pormenor
  • Identificação de todas as frações afetadas, mesmo as que só têm dano pequeno
  • Registo da hora a que foi detetado e de quem detetou
  • Faturas de qualquer intervenção de urgência feita para travar o dano
Guarde tudo antes de limpar ou reparar seja o que for. É a documentação do estado inicial que sustenta a participação, e ela não se recupera depois.

Partes comuns e frações privadas

É aqui que a maioria dos processos se atrasa. O seguro do condomínio cobre as partes comuns, e o seguro de cada condómino cobre o interior da sua fração. Um sinistro que começa numa coluna montante comum e estraga o teto de um apartamento envolve as duas apólices ao mesmo tempo.

Quando ninguém coordena, cada seguradora espera pela outra e o condómino fica no meio, a repetir a mesma história a dois peritos diferentes. Uma administração que faz este trabalho participa às duas, garante que a descrição dos factos é a mesma e acompanha as peritagens.

O que costuma travar os processos

  • Participar tarde, fora do prazo previsto na apólice
  • Reparar antes da peritagem, sem qualquer registo do estado inicial
  • Descrever o dano sem identificar a causa, o que devolve o processo para trás
  • Não conseguir mostrar que o equipamento tinha manutenção em dia
  • Deixar de fora frações afetadas, que depois abrem processo à parte

O penúltimo ponto liga ao artigo anterior: um edifício com histórico de manutenção registado defende-se melhor. Quando a seguradora pergunta se aquela conduta tinha manutenção, a resposta ou está escrita ou não existe.

O papel da administração

Na prática, o condómino não devia ter de saber nada disto. Devia comunicar o problema e ser informado do que se segue. Participar, reunir a documentação, acompanhar a peritagem e coordenar a reparação é trabalho da administração, e é uma das partes onde se nota logo a diferença entre quem gere e quem reencaminha.

Quer uma proposta para o seu condomínio?

Diga-nos quantas frações tem o edifício e o que precisa. Respondemos com uma proposta à medida, sem compromisso.

Ver todos os artigos